segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Oportunidades perdidas

Criado em janeiro de 1994 por estudantes da norte-americana Universidade Stanford, o Yahoo! iniciou catalogando endereços da internet e rapidamente se tornou uma empresa bem-sucedida. Em abril de 1996, começou a vender ações na Bolsa estando avaliado no mercado em 848 milhões de dólares.

O Yahoo!, porém, deixou de se apoderar de dois dos maiores negócios dos tempos atuais. Em 1997, os fundadores do Google ofereceram à companhia o seu projeto de ferramenta de buscas por 1 milhão de dólares, mas foram recusados. Hoje, o valor de mercado do Google ultrapassa os US$ 500 bilhões.

Como se não fosse o bastante, o Yahoo! ainda deixou de adquirir o Facebook. Mark Zuckerberg, pressionado por investidores, combinou que venderia a rede social com uma oferta de 1 bilhão de dólares. O então presidente-executivo do Yahoo!, Terry Semel, ofereceu US$ 850 milhões. Zuckerberg vibrou.

Recentemente, o Yahoo! foi comprado pela Verizon, operadora de telecomunicações estadunidense, por 4,83 bilhões de dólares. Não há dúvida de que a empresa será lembrada como uma das mais importantes da era digital, entretanto poderia ter trilhado um caminho mais exitoso se tivesse aproveitado as oportunidades.

Terry Semel perdeu a chance de adquirir o Facebook.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Olimpíadas da decadência

Na modalidade da violência
O Brasil conquistou o ouro
Com famílias desesperadas
Acerca do tempo vindouro

Se tratando de desigualdade
No pódio também tem lugar
Uns têm muito, outros nada
E pouco adianta se queixar

Pro preconceito há medalha
De cor que dá para escolher
É mais fácil apontar defeito
Que outro humano acolher

Mas a solução é o jeitinho
Popular na nossa cultura
Mascarando o que ocorre
Dentro da realidade dura

Que comecem os Jogos
É época de comemoração
Palmas para a decadência
Que assola a nossa nação.


Se tratando de desigualdade
No pódio também tem lugar

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Momento de glória

Deve haver um instante inesquecível
Que recompense toda a sua trajetória
Discorra sobre quando o impossível
Sucumbiu ao seu momento de glória

É quando a vida lhe olha nos olhos, sorri
E você, sem ponderar, beija a boca dela
O necessário para a felicidade está ali
Com o céu colorido ao estilo aquarela

Nada melhor que cumprir o seu dever
Em uma atividade feita sem obrigação
Saboreando o doce gosto de vencer

Uma alma entregue verdadeiramente
É premiada ao desfrutar de emoção
Que será rememorada eternamente.


Relembre e comemore o seu momento glorioso!

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Poucos quilômetros por hora

Eu sempre gostei de caminhar de noite, principalmente quando tem um vento leve a tocar o corpo. Nada de sol batendo no rosto ou uma multidão desesperada para chegar a um ponto, mas o frescor na ausência de luminosidade e a natural tranquilidade. O problema é que não moro mais em uma cidade pacata e querem me furtar até esse pequeno prazer.

Caminhar à noite é uma tarefa arriscada quando se mora em um município com altos índices de violência. Existe a chance de ser pego sozinho e acontecer o pior enquanto um enorme contingente de carros passa alheio a isso. Você é o excluído em um lugar decadente e ao mesmo tempo alguém de coragem por estar colocando a sua vida em xeque.

De qualquer forma, na segunda-feira anterior a essa, felizmente realizei a minha marcha noturna. Era uma noite de clima ameno, nem quente e nem frio, ideal para dar uma volta. Acabou sendo um percurso sereno apesar de eu ter que estar com o sinal de alerta ligado continuamente, tomando cuidado com o monstro humano no pesadelo da vida real.

Após cerca de uma hora de a pé, ainda faltava superar o grande morro para chegar em casa. Sorte que sou jovem, aí é possível encarar um caminho íngreme desses com uma certa resistência. Por pior que esteja a situação, sempre tem um lado bom. Suplantei toda a adversidade e percebi que dá para sentir adrenalina a poucos quilômetros por hora.


Sozinho, porém bem acompanhado pela noite.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Sobre a admiração

Você conhece alguém bacana
Que em outro município reside
Acha aquela presença incrível
Mas a localização não coincide

Então troca ideia com a pessoa
Por tempo suficiente a admirá-la
Porque é quase desconhecida
E você não tem por que criticá-la

Valorizam o momento partilhado
Até cada um seguir sua direção
E com certeza você irá recordar
Aquela companheira de ocasião

Assim declarou Millôr Fernandes
À principal revista que a Abril tem
Como são admiráveis as pessoas
Que nós não conhecemos bem.


É maravilhoso conhecer gente nova.
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100ª postagem. Obrigado a todos que me acompanham!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Jamais será presidente

Jair Messias Bolsonaro, atualmente filiado ao Partido Social Cristão (PSC), foi o deputado federal mais votado do Rio de Janeiro em 2014, tem mais de 3 milhões de curtidas em sua página no Facebook e conta com uma legião de militantes espalhados pelo país.

Normalmente envolvido em polêmicas devido às suas opiniões fortes sobre temas como orientação sexual, violência contra a mulher e posse de armas de fogo, o pré-candidato a presidente conta com a ampla defesa dos seus seguidores, que o apontam como uma salvação em 2018.

Porém, afirmo que Bolsonaro jamais será eleito presidente do Brasil e aponto três motivos: assim como muitos lhe veneram, outros tantos lhe detestam; ele abusa da sinceridade em algumas declarações que chega a ser ingênuo e, devido ao que fala, poderá até mesmo ter a candidatura cassada.

O explosivo político poderia aproveitar a sua aceitação no Rio de Janeiro para, quem sabe, galgar uma posição de governador do estado em um futuro breve. Estaria de ótimo tamanho para Bolsonaro. Seus devotos, que lhe chamam de "Bolsomito", terão que aceitar que ele no Planalto é um mito.

"Bolsomito": o mito da presidência da República.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Sutis detalhes

Outro dia o termômetro estava negativo
Faz 10 graus agora e até parece verão
Porque a sensação terrível já passou
E um simples alívio virou a solução

O pobre menino caminhava descalço
Até um par de tênis lhe ser entregue
Ele não machuca mais os seus pés
E se divertir sem temer consegue

Faltou energia elétrica no bairro todo
O que causou a preocupação geral
Estava complicado de se localizar
E na volta da luz a festa foi total

Depois de uma viagem de semanas
Ao chegar, parece nova a moradia
A mobília antiga se faz reluzente
E o próprio lar é razão à alegria

A diferença está nos detalhes sutis
Não deixe de perceber a beleza deles
Como esta estrofe é desigual às outras
Captou, né? Se não, observe mais vezes.


E na volta da luz a festa foi total